Chilenos rechaçam ‘reforma’ faz de conta de Bachelet que mantém previdência privada 

Milhares de trabalhadores chilenos rechaçaram as propostas de alteração do governo para a previdência em manifestação na capital Santiago, dia 13. “É uma proposta que deixa intacto o sistema privado da previdência, que carece de legitimidade, e ainda possibilita o aumento da idade de aposentadoria das mulheres”, afirmou Carolina Mesim, do movimento “No+AFP” organizado pela Coordenação Nacional dos Trabalhadores, durante a manifestação, que contesta o sistema implantado pelo ditador Augusto Pinochet que entrega a Previdência à especulação na mão de “fundos administradores”.

O projeto de lei enviado por Michelle Bachelet ao Congresso chileno não contempla o fim da atual administração privada, pelas Administradoras de Fundos de Pensões (AFP), como desejavam os trabalhadores. A arrecadação - constituída até então apenas da contribuição dos trabalhadores (10%) - incluiria agora 5% de contribuição pelos empresários, dos quais 3/5 serão destinados às aposentadorias e 2/5 para os fundos privados.

Na manifestação, os trabalhadores cantavam “Bachellet, Valdés: lacaios do poder! Pelo fim das AFP!”, manifestantes carregavam cartazes exigindo a renúncia do ministro da Fazenda. Em julho do ano passado a mobilização contra o sistema de aposentadoria reuniu 750 mil pessoas em todo o país. Em agosto, cresceu para 1,3 milhão e no dia 26 de março passado, só em Santiago, reuniram-se 800 mil manifestantes e cerca de dois milhões em todo o país.

Para Valdés, ministro da Fazenda, o projeto pode vir a piorar: “o conteúdo do projeto ainda não foi definido” pois não há acordo entre os partidos da base do governo. Já Bachellet, ao responder às críticas dos trabalhadores, ignorou o dito durante as eleições e afirmou que o governo não pode dar respostas mágicas aos problemas, e o povo que aguarde mudanças graduais e viáveis.

Até 1981 a previdência chilena era baseada na arrecadação de contribuições de trabalhadores e empregadores, administrado pelo Estado, modelo destruído por Pinochet, sob orientação dos monetaristas norte-americanos. Desde então os trabalhadores lutam para reconstruir a previdência e desprivatizá-la. Como consequencia do atual modelo, 90% dos aposentados recebem menos do que meio salário mínimo chileno, equivalente a 154 mil pesos chilenos (R$ 730).
 

 


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