Pós-Otan: ONU denuncia o
comércio de escravos na Líbia
 

Seis anos passados do início da agressão estadunidense, a Líbia encontra-se dividido por facções que disseminam o caos e a violência, onde até mesmo a venda e compra de escravos pode ser observada abertamente nos mercados de escravos da Líbia, relatou a agência de migração da ONU.

A denúncia também foi realizada pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), que reafirmou que o problema se agravou de tal forma que as vítimas são negociadas em público. “Os relatórios recentes acerca dos ‘mercados de escravos’ envolvendo migrantes na Líbia podem ser adicionados a uma longa lista de ultrajes. A situação é terrível. Quanto mais nos envolvemos com o que ocorre na Líbia, mais aprendemos sobre o sofrimento dos migrantes”, comentou Mohammed Abdiker, chefe de operações e emergências da OIM.

Esta é a deplorável situação a que chegou um país estável e com os melhores índices de prosperidade no continente africano, após a invasão norte-americana comandada por Obama e implementada com vasto apoio dos principais países da Europa e que finalizou com a estúpida e desumana caçada ao maior líder líbio, Muamar Kaddafi.

Entre as vítimas apontadas pela OIM está um jovem senegalês de 34 anos, que depois de capturado foi enviado a um cárcere privado na cidade de Sabha. Ele foi capturado pouco depois de cruzar o deserto do Níger em um ônibus de contrabandistas, com um grupo que havia pagado para chegar a costa da Líbia. Ao chegarem a Líbia os contrabandistas anunciaram que colocariam os passageiros a venda como escravos.

A oficial da OIM para a região do Níger, Lívia Manante, que entrevistou o senegalês, relatou algumas de suas impressões sobre o tráfico de escravos. “Vi diversos homens sendo trazidos às praças onde uma espécie de tráfico de escravos ocorria. Lá, moradores, aparentemente árabes, compravam os migrantes”. De acordo com ela, os relatos acerca do tráfico de escravos foram confirmados por outros migrantes – entrevistados por ela ou por jornalistas europeus.

“Diversos migrantes confirmaram a existência do tráfico de escravos, descrevendo vários tipos de mercados escravocratas e prisões privadas ao longo da Líbia. A OIM Itália também confirmou histórias semelhantes relatadas por refugiados do sul da Itália”, concluiu Manante.

O senegalês disse à oficial da OIM que após ser vendido foi obrigado a trabalhar sem remuneração, recebendo pouca comida. Seus captores constantemente entravam em contato com sua família pedindo um resgate no valor de 380 euros. Pouco depois ele foi vendido a uma prisão maior onde as exigências dobraram. Aqueles que não conseguiam pagar pelo resgate eram assassinados e substituídos por novos escravos, afirmou. Para sobreviver, enquanto sua família reunia diversos empréstimos para libertá-lo, ele trabalhava como intérprete dos seus “carcereiros” já que é fluente em inglês, francês e algumas línguas locais.
 

 

GABRIEL CRUZ



     


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