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Após repúdio contra aumento da alíquota do I.R. Meirelles “estuda” novos impostos

Os 94% de reprovação da população pesou sobre o governo na última terça-feira (08) e Michel Temer teve de recuar da sua nova proposta de assalto aos trabalhadores, que inclui a criação de uma nova alíquota do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF).

Com o objetivo de garantir o cumprimento da meta fiscal do ano, Temer declarou em um evento da Fenabrave (associação das concessionárias de veículos) em São Paulo no mesmo dia que havia “estudos em andamento” no Planalto para viabilizar o aumento de impostos. A ideia era a criação de uma nova alíquota, de 35%, a incidir sobre o imposto pago por pessoas físicas.

A declaração causou forte reação de diversos setores, inclusive aliados, que decretaram a inviabilidade da proposta.

Logo depois, o Planalto soltou uma nota oficial dizendo que o presidente havia feito apenas “uma menção genérica” ao aumento dos impostos, que não encaminhará nenhuma proposta nesse sentido ao Congresso e que continua investindo em uma política de corte de gastos para cumprir a meta fiscal.

Dias atrás, o governo decretou através de uma Medida Provisória o aumento do imposto sobre combustíveis.

“No momento em que enfrentamos um altíssimo índice de desemprego, apresentar aumento de tributos da forma que vem sendo feito pelo governo é impor mais prejuízos aos cidadãos que já sofrem na conjuntura atual. Há poucos dias, já foi aumentado o imposto que incide nos combustíveis, comprometendo ainda mais o poder de compra do cidadão e prejudicando toda a cadeia produtiva”, disse o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, em nota.

Lamachia cobrou celeridade na apreciação dos pedidos de impeachment de Temer parados na Câmara, afirmando que quanto mais demora, “mais prejuízo tem a sociedade, obrigada a arcar com os custos dos projetos do governo”.

Ele acrescenta: “não há nenhum constrangimento moral por parte de quem é rápido ao liberar emendas com o intuito de escapar de denúncias de corrupção, mas muito lento em devolver à sociedade os benefícios inerentes a uma das mais altas cargas tributárias do mundo”.

O Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal (Sindifisco) afirmou em nota que compartilhar o prejuízo da crise com o trabalhador é uma saída “preguiçosa, incompetente e perigosa”. “Nós, já sabemos no colo de quem vai explodir a bomba: no do assalariado. Importante deixar claro, porque verdadeiro, é que quem pode foge dessa tributação e paga menos”. O Sindifisco defende uma reforma tributária que aumente a cobrança de impostos sobre lucros e dividendos.

“Um eventual aumento dos tributos ampliará a recessão, pois retirará recursos do consumo, da produção e da geração de empregos”, disse Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “Mais imposto é sinônimo de menos investimentos e, por consequência, de menos empregos”, reitera.

Após admitir que planeja a cobrança de novos impostos, através de “estudos” que sua turma anda fazendo, como o aumento da alíquota do I.R, o ministro da Fazenda de Temer, Henrique Meirelles, declarou que “o governo federal só aumentará impostos no país em último caso”, mas, a proposta de elevar a alíquota “continua em estudo”, assim como outras propostas de elevação de impostos.
 

 

 

 

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