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Alckmin mentiu, afirma
Mercadante sobre sua atuação no Senado para liberar verba para SP
O candidato ao governo de São
Paulo pela Coligação União Para Mudar, Aloizio Mercadante, rebateu as
acusações feitas pelo tucano Geraldo Alckmin de que teria faltado na sessão
do Senado de 8 de maio de 2008, quando houve a aprovação de financiamento de
US$ 1 bilhão ao Estado de São Paulo, para modernização da Companhia Paulista
de Trens Metropolitanos (CPTM). “Ao contrário do que caluniou no seu
programa de TV hoje [25/08] à noite, sempre me empenhei para agilizar todos
os empréstimos para SP. E não foi de US$ 1 bilhão o financiamento aprovado
em 8 de maio. Foram 535 milhões de dólares para a CPTM”, afirmou Mercadante
em seu Twitter.
“Esse empréstimo foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), sob
minha presidência, em 22/04, quando assegurei urgência em plenário. Em 8 de
maio foi aprovado em plenário sob a presidência do senador Tião Viana (PT),
em votação simbólica, com minha presença oficial no painel”, acrescentou.
Na quinta-feira (26/08), durante a abertura do Projeto Sustentar 2010,
realizado em Campinas, criticou novamente: “O nervosismo do candidato tomou
conta da campanha. Isso é um sintoma claro do nosso crescimento, da nossa
perspectiva de vitória. Acho que ele fez ontem uma acusação completamente
injusta e infundada”.
De acordo com candidato, mesmo com a campanha eleitoral continuou a exercer
suas atividades de senador. “Eu cheguei a interromper minha campanha para ir
para Brasília e aprovar quatro projetos de financiamento para São Paulo”,
frisou Mercadante, citando como exemplo a sessão de 3 de agosto. “Só tinham
dois senadores no plenário, eu e o Suplicy, e uma senadora suplente, e eu
fiz questão de ficar para poder viabilizar o empréstimo. Eu sempre fui
assim, sempre trabalhei dessa forma”.
Ainda em Campinas, Mercadante defendeu a construção do trem de alta
velocidade. “Vou apoiar o trem-bala que vai para o Rio, porque ele vai
impulsionar muito a região. Vai melhorar a qualidade do transporte público
da Grande São Paulo, no Vale do Paraíba e em Campinas”, sublinhou. “Temos de
fazer o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), porque já estamos com 700 mil
veículos em Campinas e, em vários horários do dia, já há dificuldade de
circular”. Ele anunciou a implantação de sistema de Bilhete Único
Intermunicipal, para a região de Campinas e outras áreas.
Em almoço promovido pela Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil e em
almoço-debate organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), ambos na
capital, Mercadante defendeu a criação de um banco de fomento nos moldes do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para ampliar o
financiamento às empresas: “Vamos criar um banco de fomento ao
desenvolvimento para ajudar as micros, pequenas e médias empresas,
principalmente nas regiões menos desenvolvidas do Estado”, disse.
Para o candidato ao governo estadual paulista, os pedágios são abusivos e
suas tarifas precisas ser revistas. “De São Paulo a Belo Horizonte, 550 km
de distância, um caminhão de seis eixos paga R$ 90, ida e volta. Da capital
a Presidente Prudente, também mais ou menos 550 km, você gasta R$ 786
aproximadamente”, comparou.
Em Embu das Artes, Mercadante declarou que a sua proposta para a educação
passa pela mudança no sistema de avaliação e por aulas de reforço. Ele
ressaltou que pretende criar o Batalhão de Proteção Escolar para combater o
problema do tráfico de drogas e da violência nas escolas: “Faremos um
sistema de vigilância eletrônica, com monitoramento de câmeras 24 horas para
garantir a segurança nas escolas e, principalmente, para acabar com o crack,
que hoje, no meu ponto de vista, é a maior preocupação em relação às
drogas”.
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