Com benefício fiscal, GM anuncia fim da produção do Classic e demissões

A General Motors anunciou o fim da produção do veículo Classic na planta de São José dos Campos (SP) e ameaça o emprego de mais de 800 funcionários. A decisão evidencia que os esforços do governo federal em conceder benefícios fiscais às montadoras de veículos estrangeiras só aumentam sua margem de lucro e remessas ao exterior, ao invés de beneficiar a produção e os trabalhadores brasileiros.

A medida vai contra o acordo assinado em janeiro deste ano com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que previa a produção do carro até 31 de dezembro e a consequente manutenção dos 750 postos de trabalho só no setor de MVA (Montagem de Veículos Automotores) do Classic. Todos esses trabalhadores estão em licença remunerada desde o começo do mês e deveriam retornar ao trabalho dia 26 de agosto. Agora a montadora prorrogou a licença até o dia 30 e o aumentou o temor da demissão. Segundo a GM, 897 trabalhadores serão mantidos em licença remunerada até o dia 30 e outros 850 são considerados excedentes.

“O Sindicato já deixou claro para a GM que não aceitará o rompimento do acordo. Vamos procurar os governos federal e estadual, vamos à justiça, mas, principalmente, vamos mobilizar os trabalhadores para impedir essa medida”, afirma o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

De acordo com o diretor de relações institucionais da GM, Luiz Moan, presidente da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos, a montadora não tem condições de manter a produção do Classic na unidade de São José dos Campos. “Sabemos do compromisso que temos com os trabalhadores, mas chegamos a uma situação de inviabilidade financeira e decidimos suspender a produção do Classic”, disse.

Ao contrário do que a multinacional americana argumenta, o Sindicato defende que a produção do Classic em São José dos Campos é economicamente viável e não existe motivo para que seja transferida para a Argentina, como foi dito por Moan, na semana passada. Até agora, a fábrica produz 150 veículos do tipo por dia.

“É inadmissível que a empresa, embora aumentando suas vendas e obtendo todo tipo de benefícios fiscais por parte do governo Dilma, decida romper um acordo e acabar com a produção de toda uma fábrica. É preciso uma campanha nacional com mobilizações e exigência de interferência dos governos para garantia do emprego dos trabalhadores”, disse Macapá.

O Sindicato convoca todos os trabalhadores da GM para a assembléia que acontecerá nesta quarta-feira, dia 21. Uma nova reunião entre a montadora e o Sindicato está marcada para o dia 23.

PRISCILA CASALE

 


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