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Economia
para pagar juros soma R$ 98,225 bilhões
O superávit primário do chamado setor público
consolidado (União, governos regionais e empresas estatais) somou R$ 98,225
bilhões (6,01% do PIB) nos sete primeiros meses do ano. A meta de superávit
fiscal para o ano é de 4,3% do PIB, contando com 0,5% do PIB para o fundo
soberano.
Contudo, mesmo registrando um valor recorde para
o período, o superávit primário não foi suficiente para fazer frente aos
gastos com juros de R$ 106,803 bilhões (6,54%). Resultado: déficit de R$
8,578 bilhões.
No mesmo período de 2007, havia atingido R$
79,578 bilhões (5,5% do PIB), enquanto os gastos com juros ficaram em R$
92,941 bilhões (6,42% do PIB). Nos sete primeiros de 2006, o superávit
primário foi de R$ 62,769 (4,49%) e os gastos com juros, R$ 95,096 bilhões
(7,26% do PIB).
Os números da política fiscal divulgados pelo BC
dia 27 demonstram, de maneira inequívoca, a fabulosa transferência de
recursos do Tesouro para o sistema financeiro, resultante da política
monetária conduzida pelo atual dirigente do BC. Não poderia dar em outra
coisa a não ser em um contínuo aumento da dívida líquida do setor público,
passando de R$1,180 trilhão (40,4% do PIB) em junho para R$1,192 trilhão
(40,6% do PIB) em julho. |