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Sarney: Senado não prejudicará o Rio
O
presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP), pediu, na segunda-feira (15),
que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), “guarde suas
lágrimas” porque os senadores encontrarão uma “solução negociada” para a
emenda do deputado federal Ibsen Pinheiro ao projeto que trata do regime de
distribuição dos royalties do pré-sal. A emenda propõe a redistribuição dos
royalties já adquiridos pelos estados produtores de petróleo.
“Eu disse
ao governador: governador, guarde suas lágrimas que nós vamos encontrar uma
solução negociada, como sempre encontramos, de maneira que não prejudique
nenhum estado e que o Rio de Janeiro, portanto, não precise ficar tão
alarmado”, afirmou Sarney, após a conversa que teve com Cabral.
O
governador chegou a chorar ao falar sobre o assunto na semana passada. O Rio
de Janeiro é o estado que mais perde dinheiro com a emenda, pois a redução
dos repasses pode chegar a até R$ 7 bilhões. O Espírito Santo também pode
perder cerca de R$ 400 milhões anuais se as regras aprovadas na votação da
matéria na Câmara dos Deputados forem mantidas.
“A arte
da política é a arte da negociação e que para isso nós temos duas câmaras. A
Câmara passou por lá, eles negociaram, e nós vamos passar aqui. E o objetivo
nosso é justamente encontrar uma fórmula na qual nós não tenhamos nem
perdedores nem ganhadores”, acrescentou Sarney.
Após
encontro a conversa com o presidente do Senado, Sérgio Cabral se mostrou
otimista com a possibilidade de o Senado derrubar a emenda Ibsen Pinheiro.
“Eu recebi do senador José Sarney e do líder do governo, Romero Jucá
(PMDB/RR), a garantia de que o Senado vai cumprir sua missão de Casa
revisora e encontrará uma forma de sanar as distorções aprovadas na Câmara
dos Deputados”, disse na terça-feira (16).
Romero
Jucá afirmou que da forma como veio da Câmara o projeto não será aprovado no
Senado, pois cria uma crise federativa. Ele avaliou que, caso não seja
possível chegar a um acordo sobre o impasse dos royalties, o governo proporá
deixar o projeto que trata especificamente deste tema para o ano que vem.
“Temos
que discutir qual proposta de transição equilibra a nação. Se conseguirmos
isso em 45 dias, vamos votar. Se não, vamos votar o que é possível em regime
de urgência e deixar o que não é possível para depois das eleições”,
declarou Jucá, na quarta-feira (17).
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