PPL divulga a mobilização das centrais no dia 30 e quer a mudança da política econômica

O programa do Partido Pátria Livre (PPL), exibido em rede nacional de rádio e televisão, na quinta-feira (15), defendeu uma mudança imediata na política econômica do governo "para recolocar o Brasil no rumo certo". O presidente nacional do PPL, Sérgio Rubens de Araújo Torres, abriu o programa apontando a urgência de estancar a sangria de recursos do orçamento público para o pagamento de juros.

"As Centrais Sindicais apresentaram a Pauta dos Trabalhadores a Dilma e preparam uma greve nacional para o dia 30 de agosto, se não forem atendidas. A situação é grave, porque o Brasil não aguenta mais retirar 230 bilhões por ano do orçamento público e pagar juros, enquanto falta dinheiro para a Educação, a Saúde, o Transporte, para aposentadorias dignas, para investir no crescimento. Com essa política de dar tudo aos bancos, Dilma fez o contrário de Lula e parou o crescimento do Brasil. Vender o país, leiloando aeroportos, estradas, portos e até os campos de petróleo do pré-sal também não vai resolver o problema, só vai agravá-lo", afirmou.

"O governo precisa mudar essa política econômica, já! E a mobilização popular é a chave para recolocar o Brasil no rumo certo", disse.

Para o vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Fernando Siqueira, não faz sentido o governo leiloar campos de petróleo, entregando às multinacionais as jazidas descobertas pela Petrobrás. "O pré-sal é para construir o futuro dos brasileiros, melhorando a sua vida e não a dos banqueiros internacionais", afirmou.

O líder sindical Ubiraci Dantas, o Bira, membro da direção nacional do PPL e presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), destacou que as centrais estão unidas para pressionar o governo e o Congresso Nacional a atender as reivindicações dos trabalhadores. "Queremos apenas o que é justo", frisou Bira. "Marcamos a greve nacional e vamos permanecer mobilizados", completou. A presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FEDIM), Márcia Campos, declarou que "o dinheiro público em vez de pagar juros tem que ser investido para melhorar nossas vidas. Queremos emprego, creches, educação e transporte de qualidade acessível a todos e a todas". Oswaldo Lourenço, secretário nacional dos Aposentados da CGTB, defendeu "o fim do fator previdenciário". Iara Cassano, secretária-geral da UNE, destacou que os estudantes estão firmes na luta pelos 10% do PIB para a Educação pública. "O governo pisou na bola. fez de tudo para derrubar o projeto que destinou R$ 279 bilhões da receita do petróleo para a Educação nos próximos 10 anos", criticou. Rodrigo, presidente da UMES-SP, enfatizou que a "Educação precisa de mais dinheiro e não de menos".

O secretário Nacional de Organização do partido, Miguel Manso, fechou o programa denunciando que de cada R$ 3,00 dos impostos pagos pela população, R$ 1 vai para os cofres dos banqueiros. "Eles dizem que o governo tem que aumentar os juros, para controlar a inflação. Mas a inflação cai e eles continuam mandando todo o dinheiro do superávit para os banqueiros", assinalou.

Segundo Miguel, o povo exige nas ruas que o governo coloque esse dinheiro na saúde, na educação, no transporte e no desenvolvimento.


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