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Inaugurada às pressas,
linha de metrô privatizada em São Paulo sofre pane
A Linha 4 do Metrô de São
Paulo, administrada pelo consórcio privado Via Quatro, sofreu uma pane
por cerca de uma hora na manhã da última terça-feira, dia 24. Centenas
de passageiros permaneceram dentro do túnel e as duas estações da linha
ficaram fechadas durante parte da manhã.
No momento da pane, dois trens circulavam na linha: um estava na
plataforma da estação Faria Lima e outro no túnel, entre as duas
estações. Os trens da Linha 4 são operados automaticamente, sem a
utilização de condutores, e após a pane a composição que estava dentro
do túnel teve de ser conduzida manualmente.
A Linha 4 foi inaugurada às pressas e ainda em obras, em junho deste
ano, antes da saída de Serra do governo do estado. Até hoje, somente as
estações Faria Lima e Paulista estão em funcionamento das 9 às 15 horas,
horário em que a circulação de passageiros é reduzida.
O consórcio Via Quatro disse não saber quais os motivos da pane. Segundo
a fornecedora de energia da capital paulista, AES Eletropaulo, não houve
qualquer problema no fornecimento de energia nas regiões por onde passa
a Linha 4. A empresa acredita que o apagão no Metrô tenha sido causado
por fatores internos.
A construção e administração da Linha 4 foi transferida para o grupo
privado Via Quatro, formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Camargo
Corrêa, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Alstom e Siemens. A concessão
foi realizada em 2003, pelo então governador Geraldo Alckmin.
Em 12 de janeiro de 2007, o canteiro de obras da estação Pinheiros
desabou, formando uma cratera de 80 metros de diâmetro e 30 de
profundidade. Sete pessoas morreram. Após a tragédia, apesar dos
indícios de irregularidades, apontados pelo IPT e Instituto de
Criminalística de São Paulo, as investigações foram abafadas pelo
governo Serra e pela bancada tucana na Assembleia Legislativa. |