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CARTAS
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Eleição
A oito meses da eleição, a guerra eleitoral começa a esquentar no
Brasil. Espera-se que o povo não seja enganado ou induzido a votar nos
velhos políticos que fizeram parte das manchetes da corrupção. Os
eleitores tenham apreendido que, votando mal a penúria vai se alastrar
por mais quatro anos e nada de bom vai configurar. O governo de Luiz
Inácio Luta da Silva tem conduzido o país com firmeza. Mas a corrupção
campeia solta e pouco está sendo feita para punir os corruptos e
corruptores. O mundo tem evoluído e o povo tem acesso às facilidades e
esclarecimentos. O eleitor brasileiro precisa mostrar que não aceita
mais pancadas e sabe o que quer e não se omite e nem aceita ser escravo
dos péssimos políticos.
Paul Morin - Curitiba (PR)
Nota da Redação:
Leitor, será
que as “manchetes de corrupção” constituem critério para julgar alguém?
Não é dos políticos, péssimos ou não, que o povo é escravo. Certamente,
é saudável votar nos melhores e não nos piores. Mas isso até o velho
(deve estar velho hoje) Pedro Bó sabia. Tem os bancos, as
multinacionais, os especuladores externos ou internos. São problemas
muito mais sérios para o país. Essas tais manchetes só servem para nos
desviar do que realmente importa.
Ficha limpa
A participação política nos interesses sociais e da nação deve ser
exercida com seriedade e sem negligência. É equivocado generalizar que
faz parte do regime democrático a lentidão de solução decorrente de
polêmica travada sobre determinada matéria no Congresso. Ora, diante de
certos fatos que demandam urgência urgentíssima, como o combate aos
candidatos fichas sujas, não se justifica o patente desinteresse
parlamentar pela não solução da questão.
Julio César Cardoso – Camboriú (SC)
Nota da Redação:
Nós aqui
continuamos achando que as pessoas são inocentes até prova em contrário,
leitor. E têm que ser condenadas para que exista alguma sanção contra
elas. Afinal, que diabo é um “candidato ficha suja”? Aquele que sofreu
um processo? Aquele que a mídia difama? Aquele que foi parar no SPC?
Vamos crucificar esse pessoal enquanto o Daniel Dantas continua solto e
promovido pela mesma mídia que estigmatiza moralmente quem não convém a
seus interesses? Convenhamos, se o nosso problema fossem esses
candidatos, seria tão fácil resolvê-lo...
Nigéria
Estamos em pleno século 21. Não dá para acreditar em certos conflitos
religiosos, muitas vezes motivados por motivos políticos ou econômicos.
O que esta acontecendo na Nigéria é muito vergonhoso para a Humanidade.
Como pode matar crianças e mulheres por motivos que podemos resolver
civilizadamente? Os líderes religiosos de duas partes devem interferir
para resolver esses conflitos pacificamente.
Hussein Hussein – por correio eletrônico
Democracia
O coeficiente eleitoral é uma aberração à democracia quando permite que
candidatos sejam eleitos recebendo apenas um voto! Onde está a
democracia quando existe a imposição para se filiar a um partido para
ser eleito quando não nenhum partido representa o nosso pensamento? E se
a luta de um candidato for acabar com a obrigatoriedade de se filiar a
um partido para ser eleito, qual o partido que irá querê-lo? Que
democracia é essa que nos obriga (com punição) a fazer uma coisa que a
gente pode não querer fazer como votar? Não existe meia democracia, ou
ela existe ou não.
Franz Josef Hildinger - Praia Grande (SP)
Nota da Redação:
Ora, leitor,
e para que democracia se os partidos não forem necessários, nem o voto?
Assim, qualquer ditadura serve, não acha?
Mercosul
Desde o fim de 2009 existe uma lei aprovada pelo Congresso nacional para
que todas instituições públicas do Brasil, sejam municipais, estaduais
ou federais levantem ao lado dos mastros das bandeiras, a bandeira do
Mercosul. Aqui em Curitiba ainda nenhuma instituição pública está
cumprimento a Lei, pois não há a visibilidade deste símbolo do Mercado
Livre de Comercio entre países integrantes do Mercosul.
Célio Borba – Curitiba (PR)
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