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Em Alagoas, Lessa diz que tucano governa ‘para a
burguesia, não sabe o que é gente’
“Tucano não sabe o que é gente”, criticou Ronaldo Lessa, candidato ao
governo de Alagoas pela Frente Popular (PDT, PT, PMDB, PCdoB, PPL, PRP,
PR, PSL e PV). Para exemplificar, Lessa destacou que “não adianta dizer
ao Teotônio que o Estado funciona com os servidores públicos e que a
população pobre precisa de assistência e do governo do Estado”, se
referindo ao atual governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), candidato à
reeleição.
“Ele [Teotônio] é da elite e governa para a burguesia e para a
aristocracia. É tanto, que colocou o Estado nas mãos da iniciativa
privada, do setor sucroalcooleiro. A irmã dele foi comandar a Secretaria
de Estado da Fazenda e o Mário Jorge foi para a Procuradoria Geral do
Estado e fez o acordo dos usineiros. Ele só sabe o que é dinheiro, não
sabe o que é gente”, criticou Lessa.
Ao ser questionado, em sabatina realizada pela Federação do Comércio,
sobre como enfrentará a iminente demissão de mais de 75 mil
trabalhadores rurais em virtude da automação das usinas de açúcar e
álcool, Lessa contestou as afirmações de Teotônio de que teria levado
uma “quantidade enorme” de empresas para o Estado. “Quer saber onde
colocar tanta gente? Manda para as empresas que o Teotônio disse que
trouxe para Alagoas”, disse o candidato da Frente Popular.
Criticando a política de segurança pública do Estado, Lessa destacou que
“não se faz segurança sem mão-de-obra. Não adianta ter viaturas e
metralhadoras paradas sem o policial para operá-los. Esse governo
comprou tantas armas que dá até para ele enfrentar uma guerra contra o
Iraque. Entretanto, de nada servirão os carros e as armas, se o policial
está vivendo e trabalhando em condições sub-humanas”.
O candidato ressaltou a necessidade de realização de concurso para a
contratação de policiais civis e militares: “Precisamos entender que 40%
dos policiais estão com mais de 40 ou 50 anos. Daqui a pouco vão se
aposentar e o efetivo só vai diminuir. Tem que haver mais concurso
público. Além disso, é necessário o investimento na polícia comunitária,
aquela que tem que estar mais próxima do cidadão”. |