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Sindicatos participam do II Seminário
“Estratégias para o Desenvolvimento do Brasil da
CGTB-SP”
CGTB debate desenvolvimento e defesa da
contribuição sindical
Encontro reuniu lideranças sindicais do estado
de SP
A Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
Regional São Paulo (CGTB-SP) realizou, na última
sexta-feira, o II Seminário Estratégias para o
Desenvolvimento do Brasil, onde reuniu
lideranças sindicais de diversas regiões do
estado.
No encontro, coordenado pelo presidente da
entidade, Paulo Sabóia, o presidente nacional da
Central, Antonio Neto, que também é membro do
Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES),
falou sobre as propostas para o desenvolvimento
do país que estão sendo debatidas no Conselho.
Na avaliação de Neto, “a questão da
desnacionalização das empresas é fundamental na
discussão do desenvolvimento. Nós vimos na
crise. A GM lá nos Estados Unidos quase faliu.
Enquanto isso, a GM do Brasil, que estava bem,
reduziu a quase zero a produção, demitiu, e tudo
o que podia remeteu para a matriz. Ou seja,
todas as transnacionais remeteram barbaridades.
Se nós formos ver o nível de remessa de 2008 e o
nível de remessa em 2009, aumentou em 17 ou 21%
o volume das remessas de lucro, sem contar a
importação de peças”, disse. O tema foi
apresentado na mesa Projeto Nacional de
Desenvolvimento, que também teve a presença de
José Avelino (Chinelo), dirigente nacional da
CGTB licenciado, e Carlos Lopes, diretor de
redação do HP.
Carlos apresentou alguns dados referentes à
desnacionalização das empresas brasileiras,
severamente intensificada no governo Fernando
Henrique. “Para se ter uma idéia, podemos pegar
o que entrou no país para a compra de empresas:
entre 1947 e 1994, entraram 38 bilhões de
dólares, e entre 1995 e 2002 – governo FHC –
entraram 163 bilhões de solares. Da mesma forma,
quando pegamos o que teve de remessa de lucro,
vemos que, entre 1947 e 1994, foram remetidos
251 bilhões de dólares e, só no governo do
Fernando Henrique, entre 1995 e 2002, foram
remetidos 194 bilhões de dólares. Não existe
país que pode ter desenvolvimento com base em
empresas estrangeiras, simplesmente porque elas
mandam o dinheiro para fora”, afirmou.
Para Chinelo, medidas como o PAC “são
fundamentais para o desenvolvimento da economia,
mas ainda precisamos avançar. E, além disso, o
desenvolvimento passa pelo processo eleitoral,
torná-lo mais democrático e justo”.
No II Seminário também foi lançada a “Campanha
Contra as Práticas Antissindicais do Ministério
Público do Trabalho”. Paulo Sabóia, que resgatou
o histórico da entidade em defesa da
contribuição sindical, convocou todos os
sindicatos a se unirem “contra o ataque à
organização sindical, que teve seu auge no
governo neoliberal do FHC”. “O argumento deles
era que só podia ser arrecadado de quem se
associava ao sindicato. Mas a convenção vale
para todo mundo, para quem é sindicalizado ou
não. E há casos piores, como, recentemente, os
sindicatos dos professores das universidades
privadas, que foram proibidos de colocarem na
sua convenção coletiva o desconto sequer para os
sócios”, denunciou.
Além a mesa Projeto Nacional de Desenvolvimento,
também foram debatidos os temas Saúde do
Trabalhador e Previdência Social, e Conjuntura
Nacional e as Eleições de 3 de outubro.
A mesa Conjuntura Nacional e as Eleições de 3 de
outubro, contou com as presenças de Lindolfo dos
Santos, também dirigente nacional da CGTB
licenciado, e o presidente estadual do PT,
Rafael Marques.
“Nós enterramos a época em que o ‘mercado’ era
quem mandava. No governo FHC, o que víamos era o
Estado mínimo, a falência, o desemprego. O
governo Lula recuperou o papel do estado, com o
PAC, com a recuperação da Telebrás”, afirmou,
destacando que durante a crise, “enquanto os
bancos quebraram lá fora, com as empresas
demitiam e cortavam direitos, aqui no Brasil
encaramos de outra forma. O presidente convocou
o povo a continuar consumindo e investiu no
mercado interno”.
Rafael Marques falou sobre o desmonte do Estado
de São Paulo sofrido nos últimos anos de governo
do PSDB. “O Estado de São Paulo se desfez. Não
há uma gestão de Estado, está privatizado”,
afirmou.
Apresentando o tema Saúde do Trabalhador e
Previdência, Jorge Venâncio, representante da
CGTB no Conselho Nacional de Saúde falou sobre
os acidentes de trabalho, destacando que uma das
bandeiras da central é que seja divulgada
anualmente não só os números de acidentes, mas a
lista com as empresas responsáveis por acidentes
fatais, o que ainda não ocorre. |