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Eletricitários: após ser privatizada, Eletropaulo reduziu investimentos
O Sindicato dos Eletricitários do Estado de São
Paulo condenou os apagões que se multiplicaram, “principalmente pela falta
de investimento da AES Eletropaulo, empresa que deveria atender à demanda da
capital, mas demitiu e reduziu investimentos”.
“A AES já foi considerada uma das melhores do
mundo – antes da privatização – mas passado pouco mais de uma década,
infelizmente, a prioridade da empresa não é mais com a qualidade dos
serviços, mas com seus lucros”, denunciou Carlos Alberto dos Reis,
presidente do Sindicato.
A Eletropaulo foi privatizada no governo Mário
Covas (PSDB), após a criação do PED (Programa Estadual de Desestatização),
presidido na época pelo então vice-governador, Geraldo Alckmin.
Conforme Carlos Alberto, “a série de quedas de
energia” vem sendo motivada pela falta de investimento e manutenção
preventiva. “Atualmente, são pouco mais de quatro mil contratados, ante os
10.500 funcionários antes da privatização”, explicou Reis, frisando ser este
número “insuficiente para garantir o bom funcionamento desse serviço”, que
necessita de mais recursos e pessoal para “manutenção, subtransmissão,
distribuição e nas subestações”. Diante de uma multa de R$ 16,9 milhões que
recebeu recentemente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pelos
apagões, a AES Eletropaulo anunciou que pretende aplicar R$ 1,4 bilhão em
2011. Da mesma forma que o número insatisfatório de profissionais, explicou,
“o valor ainda é muito baixo perto de mais de 42 mil quilômetros de rede de
distribuição na sua cobertura”.
“A precarização dos serviços públicos resulta
para encher o bolso de alguns, enquanto a população paga altas tarifas pelo
serviço que recebe”, enfatizou Reis. Ao destacar o risco que correm outras
importantes empresas do Estado como CESP, EMAE e Sabesp, o líder dos
eletricitários conclamou a todos a estarem atentos nestas eleições
presidencial e estadual. “Não podemos continuar reféns da política
neoliberal que transformou o estado de São Paulo em um grande laboratório da
privatização do país”, concluiu. |