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Informe chinês expõe agressões
aos direitos humanos nos EUA
Documento apresentado pelo Conselho de Estado da China denuncia que “o
governo dos Estados Unidos continua ignorando os seus próprios problemas e
passa a acusar os outros”
“No momento em que o mundo inteiro está sofrendo uma séria regressão nos
direitos humanos, causada pela crise mundial iniciada pelos Estados Unidos,
seu governo continua ignorando seus próprios problemas nesta questão e passa
a acusar outros países”, afirma o Escritório de Informação do Conselho de
Estado da China, em resposta ao Informe por Países sobre Práticas de
Direitos Humanos correspondentes a 2009, do Departamento de Estado dos EUA.
No documento, intitulado Registro dos Direitos Humanos nos EUA em 2009,
publicado no dia 12 de março, os chineses lembram que os estadunidenses se
arvoram “juízes mundiais” e divulgam textos repletos de acusações sobre a
situação dos direitos humanos em mais de 190 países e regiões, mas omitem,
ignoram e inclusive escondem as violações destes direitos em seu próprio
território”.
Na verdade, assinala o Registro, os EUA usam os direitos humanos como
“ferramenta política para difamar e interferir nos assuntos internos de
outras nações e buscar seus próprios interesses estratégicos”. “Apesar de
sua defesa da ‘liberdade de expressão’, da ‘liberdade de imprensa’ e da
‘liberdade na Internet’, o governo estadunidense controla e restringe o
direito de seus cidadãos à essa liberdade”, constata o documento, apontando
que a “Agência de Segurança Nacional (ASN), começou a controlar as
comunicações instalando equipes especializadas de escuta e interceptando
telefones, faxes e contas de correio eletrônico em 2001. A ASN estabeleceu
mais de 25 centros de escuta em San José, San Diego, Seattle, Los Angeles e
Chicago, entre outras muitas cidades”.
“Após o ataque de 11 de setembro, o governo dos EUA, em nome da luta contra
o terrorismo, autorizou os departamentos de inteligência a entrar nas contas
de correio eletrônico dos cidadãos para vigiá-los e eliminar qualquer
informação que pudesse ameaçar os seus interesses. O ‘Patriot Act’ deu mais
liberdade às agencias encarregadas da aplicação dessa lei para grampear os
telefones e controlar tanto as comunicações através do correio eletrônico
como os registros médicos e financeiros”, denunciam os chineses, citando o
The New York Times, de 15 de abril de 2009, que revela que a ASN também
estava grampeando os telefones de políticos estrangeiros, funcionários de
organizações internacionais e jornalistas.
“A suposta 'liberdade de imprensa' dos EUA está completamente manipulada
pelo governo”, frisa o documento, recapitulando o publicado pelos meios de
comunicação, que informam que o governo estadunidense e o Pentágono fizeram
ex-oficiais militares participar dos programas de rádio e televisão durante
as guerras do Iraque e Afeganistão para glorificar estes conflitos armados,
guiar a opinião pública e conseguir que os cidadãos apoiassem as invasões (The
New York Times, 20 de abril de 2009).
O documento relata que os recintos educativos dos EUA são cenário de
numerosos crimes violentos, com tiroteios cada vez mais freqüentes. A
Heritage Foundation dos Estados Unidos informou que 11,3% dos estudantes
secundaristas em Washington registraram ter sido "ameaçados ou feridos" com
arma quando se encontravam dentro da escola em 2008 (www.heritage.org).
"Suas prisões estão abarrotadas. Segundo um informe publicado pelo
Departamento de Justiça de 8 de dezembro de 2008, mais de 7,3 milhões de
pessoas permaneciam sob controle do sistema carcerário do país", afirma o
relatório, descrevendo os dados de uma pesquisa publicada pelo jornal New
York Times de 24 de junho de 2009, segundo a qual 4,5% dos mais de 63.000
presos das prisões estaduais e federais que foram entrevistados tinham
denunciado abusos sexuais em pelo menos uma ocasião nos doze últimos meses.
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