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Califórnia: Swartzenegger corta
US$ 4 bilhões da educação
“No Estado da Califórnia, no ano
de 2008, o faturamento do conjunto das empresas ficou em US$ 1,8 trilhão. Só a
Chevron, através de sua sede em San Ramon, percebeu US$ 21 bilhões. No entanto
as corporações contribuem com apenas 7,8% do total dos impostos arrecadados pelo
Estado que somam US$ 85 bilhões, a maior parte vindas de indivíduos ou pequenas
e médias empregas; não há porque realizar cortes na educação”, denuncia Bob
Price, professor de química no City College de San Francisco. A instituição onde
Bob Price ensina teve as anuidades aumentadas em 23% desde o começo do governo
do republicano Schwartzeneger.
Price lembra que hoje a Califórnia
é o Estado com o maior índice de hipotecários executados no país.
Nas universidades da Califórnia o
número de vagas está sendo reduzido. Só na USC (Universidade do Estado da
Califórnia o corte em vagas previsto para este ano é de 40 mil, cerca de 10%),
segundo a associação de professores do Estado. A mesma fonte destaca: na USC as
anuidades cresceram 32% em um ano e na UC (Universidade da Califórnia), 10%.
neste caso chegam a US$ 10 mil por ano, numa universidade que era gratuita nos
anos 60.
Jack O’Connell, superintendente da
Instrução Pública do Estado da Califórnia declarou ao final do ano passado: “Com
seu propósito em reduzir os gastos com a educação pública em mais US$ 680
milhões em 2009, o governador pede às escolas novas reduções, nas próximas
poucas semanas, além do corte de US$ 1,4 bilhões já ocorrido durante o ano
escolar e ainda promete cortes no valor de US$ 4 bilhões em 2010. Caso isso se
torne realidade, veremos o desmantelamento de programas educacionais vitais por
todo o Estado. Professores são demitidos, a redução das classes levam ao
entupimento das salas de aula”.
De um déficit orçamentário de US$
14, 4 bilhões, a educação pública deve contribuir com cortes em US$ 4 bilhões,
ou seja, 27,8%.
O reitor do Campus de Riverside da
UC, falou: “Estou com vocês. Estou com o nosso campus. Com nossos trabalhadores.
Lutamos noite e dia para barrar estas ameaças”. Ele pediu aos alunos que
proclamassem com ele: “Financiem a educação!”, e um forte coro o atendeu. A
seguir parabenizou a decisão dos alunos de se dirigirem ao centro da vizinha
Sacramento em passeata. “Estou orgulhoso de vocês”, disse o reitor. A professora
da cadeira de Redação, Stephanie Kay, falou em seguida e declarou: “Temos que
lutar por nossos direitos. Façam barulho. Não fiquem passivos”. |