Honduras: trabalhadores obrigados a usar fraldas para evitar perda de tempo em idas ao banheiro

O secretário-geral da Central de Trabalhadores de Honduras (CGT), Daniel Durón, denunciou a Kyungshin-Lear (Estados Unidos/Coreia) "Lear", que fabrica autopeças no país para exportar a Washington, por obrigar cerca de 4 mil trabalhadores a usar fraldas para economizar o tempo que gastariam indo ao banheiro.

"É uma humilhação inaceitável que os funcionários usem fraldas para não ter que ir aos banheiros", assinalou o dirigente, que reiterou que essa é uma das muitas denúncias contra a empresa. Durón assegurou que o caso só veio à tona depois de meses de denúncias e vários esforços internacionais, já que, num primeiro momento, a Lear impediu o acesso para que autoridades nacionais verificassem as acusações de violações aos direitos dos trabalhadores.

Maria Centeno, demitida em abril após sete anos e meio de trabalho na empresa, e membro da CGT, declarou à Associated Press que "desde o primeiro dia, os trabalhadores dessa empresa são expostos a violações de seus direitos".

Centeno denunciou que "numa jornada de trabalho de nove horas em pé, só era permitida uma ida diária ao sanitário e nós mesmos fomos forçados que comprar fraldas". A trabalhadora também denunciou que os funcionários não têm "direito a descanso e não se pagam férias nem horas extras".

O presidente da Associação de Maquiladores de Honduras, Daniel Facussé, disse que se trata de "uma difamação feita por trabalhadores manipulados pelos sindicatos dos EUA".

Selvin Martínez, Chefe da Inspeção do Trabalho, declarou que tentaram inspecionar a empresa "em pelo menos 5 ocasiões no último ano e que seus inspetores não foram autorizados".

A AFL-CIO, Central Sindical dos EUA, respondeu, que a empresa desrespeita trabalhadores em todas as sucursais e na sede, informando que mandaram embora, em 2013, 26 trabalhadores pelo "crime" de tentar organizar um sindicato.


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