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Chávez conclama “todos ao voto” pelo
fortalecimento
da Revolução Bolivariana
“O mais importante é demonstrar quem manda na Venezuela, e
quais interesses defende. Na Venezuela manda o povo e a revolução, para
que as riquezas, as enormes riquezas que nosso país possui, sejam
investidas em benefício de todos. E isso o demonstraremos no dia 23 de
novembro. Aqui já não manda o imperialismo, os agiotas, não mandam os
corruptos, nem os adecos, nem os copeyanos [membros dos partidos de
direita ADC e Copei] , nem os pitiianquis [bajuladores dos
norte-americanos], manda o povo. Por isso, a vitória de domingo é
sumamente importante para os próximos 10 anos”, assinalou o presidente
da Venezuela e do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Hugo
Chávez, durante uma concentração de milhares de lideranças políticas e
sociais que encabeçou no Poliedro de Caracas, na terça-feira, dia 18,
para acertar os últimos detalhes organizativos no contexto das eleições
regionais.
Os venezuelanos voltarão às urnas no domingo, desta vez
para escolher governadores e prefeitos. Apesar da grande carga da mídia
oposicionista, que nesse país controla cerca de 90% dos meios de
comunicação, não puderam esgrimir nenhum tipo de irregularidade ou falta
de liberdade.
O governo de Hugo Chávez e as forças políticas que o apóiam
foram vitoriosos em três eleições presidenciais (1998, 2000, 2006); três
referendos constitucionais (dois em 1999, um em 2004); duas eleições
parlamentares (1999, 2005); duas municipais (2000, 2005), e uma regional
(2004). Chávez só não ganhou – por uma diferença de pouco mais de 1% - o
referendo para a reforma constitucional (dezembro de 2007).
O presidente advertiu que a oposição pretende falar de
fraude, para variar. “Não sabem o que fazer. Na semana passada os
dirigentes oposicionistas pretenderam gerar uma matriz de opinião
assegurando que o processo de votação era complicado e muito lento, e,
paradoxalmente, esta semana, as mesmas pessoas sustentam que é fácil e
rápido. Vamos todos, cedo, votar, chamar os vizinhos, não deixar ninguém
deixar de manifestar sua opinião”, disse. |