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Marchas por
empregos tomam
ruas de Washington e Atlanta
“Estamos
marcando o começo de uma nova campanha que vai chamar nossos líderes a
reconstruir a América que vai liberar a capacidade e o talento da nossa força de
trabalho”, afirmou o reverendo Jessé Jackson ao participar de um comício que foi
o momento culminante da Marcha em Detroit sob o lema Reconstuir a América.
O evento, assim como a Marcha em Washington, foi realizado em 28 de agosto, em
memória a Martin Luther King e ao seu mais famoso pronunciamento que ficou
conhecido pela frase contida nele: “Eu tenho um sonho”.
O pronunciamento de Luther King, de 28 de agosto de 1963, em Washington, diante
de centenas de milhares de pessoas e depois de uma mobilizadora campanha por
todo o país, é considerado o momento de reviravolta na correlação de forças com
os racistas e que propiciou o fim das leis e normas locais que discriminavam os
negros nos EUA.
O ato do qual participou Jesse Jackson foi convocado pela Colizão que dirige, a
Rainbow Push Coalition e a União dos Trabalhadores nas Indústrias de Automóveis
– UAW e por integrantes do Partido Democrata.
“Chegou a hora de promover mudança real para as famílias de trabalhadores e para
todo o país. Chegou a hora de mudar políticas que resultaram na fuga de empregos
para for a do país, gerando dureza para milhões de americanos. Chegou a hora de
reconstruir a América com Empregos, Justiça e Paz”.
O programa lançado na marcha destaca:
Empregos – reconstrução econômica dirigida pelos estímulos dirigidos,
reindustrialização, e política de comércio que gere empregos, apoia a
industrialização dos EUA e coloque os trabalhadores em primeiro lugar.
Justiça - Garantia das leis que dizem respeito aos direitos trabalhistas,
direitos civis, regulamentação industrial, criação de uma forte política urbana
e educação, economia e saúde justas equânimes.
Paz – Fim das guerras em andamento nos Afeganistão e Iraque, salvando vidas e
redirecionando o orcamento da Guerra para a reconstrução dos Estados Unidos.
“Não estamos aqui para defender ninguém acima dos demais”, afirmou o presidente
da UAW, Bob King. “Nos importamos com todos os desempregados da América”,
acrescentou.
Os prefeitos de Detroit, Dave Bing; e de Lansing (capital do Estado de
Michigan), Virg Bernero, os deputados democratas John Conyers e Maxine Waters.
“A marcha de hoje comemora um dos dias mais importantes em nossa história. Nosso
grande desafio hoje é criar empregos e isso é algo que seguirei lutando para
trazer para Detroit”, afirmou o prefeito da cidade.
Em Washington a marcha do dia 28 de agosto foi denominada “Retomar o Sonho”, foi
convocada pelo líder dos direitos civis Al Sharpton, um dos principais
combatentes nas campanhas de Martin Luther King e pela organização NAACP, que
luta pelo avanço social dos negros.
O presidente da NAACP, Ben Jealous, proclamou: “temos que revitalizar os
empregos e as escolas e retomar o sonho do Dr. King. Não podemos nos satisfazer
com escolas de segunda classe”.
O líder Al Sharpton relembrou a luta de Luther King e conclamou a todos a
minimizarem o evento-farsa montado pela ultradireita republicana no memorial de
Abram Lincoln no mesmo dia. “As pessoas têm clareza do que se tratava o sonho do
Dr. King, e eles tentam distorcer aquele sonho”.
“Beck [o chefe do ato republicano] declarou que o ato era para ‘restaurar a
honra’ e eu não sabia que ele tinha alguma”, declarou Sharpton.
A diretora executiva do Conselho Nacional das Mulheres Negras, Avis Jones
DeWeever, arrancou fortes aplausos quando alertou: “Não deixem ninguém dizer que
vai tomar o país de volta para eles. O país também nos pretence. O sonho foi
nosso desde o início”.
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