Zona do Euro celebra ‘crescimento’ de 0,3% após 18 meses de retração

Após 18 meses de recessão, a zona do euro fez propaganda, na quarta, do crescimento de 0,3% no segundo trimestre do ano, em relação aos três meses anteriores, segundo dados do Eurostat, órgão de estatísticas da União Européia.

Os países que mais contribuíram para esse resultado foram Alemanha e França, as duas maiores economias da zona do euro. A economia alemã cresceu 0,7%, e a francesa, 0,5%.

Já Itália e Espanha, terceira e quarta maiores economias da zona do euro, mantiveram retração, de respectivamente 0,2% e 0,1%. Na Holanda, o PIB se contraiu 0,2% no segundo trimestre. Também registraram recessão a Bélgica (-0,2%), Suécia (-0,1%), Bulgária (-0,1%) e Chipre (-1,4%).

Porém, dados divulgados na quarta-feira pelo insuspeito jornal espanhol El País assinalam que a riqueza gerada na Europa durante o segundo trimestre deste ano ainda é inferior à do mesmo período de 2012. Medido desta forma, o Produto Interno Bruto da zona do euro caiu 0,7%.

Não por outro motivo, até Olli Rehn, comissário da União Europeia para Assuntos Econômicos e Monetários, disse que "os dados que mostram a recuperação da economia europeia não justificam a complacência".

A Confederação da Indústria Alemã (BDI) chegou até a baixar sua previsão de crescimento para este ano, de 0,8% para 0,5%. E o diretor executivo da BDI, Markus Kerber, disse em Berlim que 0,5% é "muito pouco para um país como a Alemanha".

O aumento de 0,7% do PIB, verificado na Alemanha, não é considerado por Kerber um motivo para comemoração. "Esse desempenho não é considerado satisfatório pela BDI", sublinhou.

"Não devemos esquecer que o primeiro trimestre foi muito ruim", alerta o economista Christoph Schmidt, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica da Renânia-Vestfália. Ele atribui parte do bom resultado na Alemanha no 2º semestre à sazonalidade, devido ao fim do inverno europeu. O grupo prevê um aumento do PIB alemão em 0,3% para 2013.

O desemprego na Europa continua em níveis recordes, com uma média de 12,3% no mês de junho com Espanha e Grécia com mais de um quarto da população ativa sem trabalho.


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