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Prefeitura de Nova Iorque quer fechar 20
escolas públicas
No início do ano a Prefeitura de Nova Iorque decidiu fechar nada menos de 20
escolas públicas na cidade. Os alunos de uma das maiores a tradicional
Cristopher Columbus, no popular bairro do Bronx, receberam com vaias e
protestos o funcionário da prefeitura, Santiago Taveras, que veio anunciar o
fechamento da escola.
O método usado para a entrega das escolas públicas a empresários, em todo o
país, desde o governo Bush, é baseado no estabelecimento de notas aos seus
alunos. As notas são tomadas após drástico descréscimo das verbas para estas
mesmas escolas que depois de rotuladas como “underperformed” são
privatizadas ou mesmo simplesmente fechadas. Lamentavelmente isso continua a
ocorrer no governo de Obama. Este foi o motivo alegado. Segundo o
funcionário, a Columbus tem tido “uma longa história de fracasso acadêmico e
como resultado deveria ser fechada”.
Os professores esclareceram que a realidade era exatamente o oposto. A
escola recebera, nos anos em que lutava contra a falta de verba e abandono,
alunos vindos dos setores mais empobrecidos entre os novaiorquinos. “E agora
que estes alunos encontraram uma casa aqui e foram recebidos de braços
abertos, vocês querem tirar também isso deles”, declarou o professor Jaime
Allen, encarando o oficial.
A iniciativa de fechar escolas por “baixo desempenho” é do prefeito Michael
Bloomberg, que acaba com grandes estabelecimentos e cria miniescolas muitas
vezes várias distribuídas em um só prédio onde os alunos passam a se
encolher em pequenas salas de aula.
O governo federal de Obama tem contribuído com este conceito ao colocar em
prática o prêmio às escolas públicas denominado Race to The Top (Corrida
Para o Topo) que oferece verba de acordo com a performance dos alunos.
Como resultado disso as pequenas escolas formadas por Bloomberg depois da
destruição das tradicionais recusam-se a aceitar alunos com mais
dificuldades (normalmente vindos das famílias mais pobres) entre os quais
muitos recorreram à Columbus agora fadada ao fechamento.
No Estado de Nova Iorque, o governo de David Patterson projeta cortes de US$
1,4 bilhões em gastos com educação. Michael Mulgrew, presidente da United
Federation of Teachers, que reúne os professores da cidade de Nova Iorque
alertou “educação deve ser mantida como principal prioridade e devemos
proteger o futuro de nossas crianças, não podemos aceitar mais retrocessos”.
O pai de alunos, Zakiyah Ansari, da Alliance for Quality Education deunciou
que os cortes propostos pelo governo devem cortar até 11.700 alunos em todo
o Estado. “Nós os pais de alunos não vamos nos sentar em silêncio, nem
permitir que estes cortes ocorram”, disse Zakiyah. “Parem de cortar o futuro
de nossos filhos”, proclamaram os pais de alunos durante a manifestação de
Nova Iorque.
DEMISSÕES NA CAROLINA DO NORTE
“Parem com o aumento das anuidades e aumentem o apoio financeiro a todos os
estudantes”, exigiu o manifesto distribuído na Universidade da Carolina do
Norte (NCU). Na NCU o ato também condenou o retrocesso no corte das
políticas afirmativas de cotas que beneficiavam justamente a comunidade
negra atingida por anos de segregação.
“Queremos aumento nos empregos em educação ao invés de cortes. A crise
econômica tem sido dura com as escolas públicas, num momento em que
banqueiros, corporações e o Pentágono receberam centenas de bilhões em
bailout nosso sistema público escolar recebeu apenas mais choque”, afirmam
no documento. Milhares de professores foram demitidos na Carolina do Norte
durante o ano de 2009.
No Estado menos da metado dos graduandos encontraram emprego em 2009, o
desemprego para os entre 20 e 24 anos está de 30 a 35% e para os negros o
desemprego atinge 50%. Estudo realizado pelo professor Wes Strong de
Connecticut demonstra que as anuidades aumentaram 40,5% entre os anos de
2003 a 2009 e agora o Conselho Diretor da Universidade de Connecticut acaba
de anunciar novo aumento de 6,3%, o que trará as taxas nesta escola pública
a mais de US$ 8.000. Para os alunos de medicina residentes a taxa se eleva a
US$ 18.000. |