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Le Monde: “Síndrome japonesa é o que mais
assusta EUA hoje”
Em editorial,
o jornal francês “Le Monde” assinalou que o crescimento da Zona do Euro no
segundo trimestre de 2010 “foi claramente superior” ao dos EUA: “4% contra 1,6%
em bases anuais”. A publicação advertiu que isso “é uma má notícia” para o mundo
inteiro e para uma retomada “durável e sólida”.
O jornal
registrou o sufoco no mercado imobiliário e a ameaça das agências de
classificação de risco de “rebaixarem o país se os déficits não forem
rapidamente reduzidos”. Apontou, ainda, que o país se defronta com o desemprego
de longa duração; o consumo - motor tradicional do crescimento - “encontra
dificuldades”-, e as famílias “pensam em poupar mais e pagar dívidas”.
O “Le Monde”
ressaltou, ainda, “a total impotência da Casa Branca em acalmar a opinião
pública e em propor novos remédios”, com o governo “dividido” entre os que
aconselham “cuidar do déficit” e os especialistas que “pleiteiam uma reinjeção
maciça de fundos públicos” para evitar outra queda na economia e afastar “o
fantasma de um longo período de deflação”. Como o experimentado pelo Japão”,
desde o final da década de 1980, após a quebra da bolsa e do sistema bancário.
“Portanto, é a
síndrome japonesa que assusta a América de hoje”, alertou o jornal. “Um longo
período de crescimento quase nulo e consumo estagnado, uma sucessão de planos de
retomada estéreis, levando o déficit público a níveis assustadores” e com a
bolsa “quase em estado de coma”.
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