Estudantes canadenses vãos às ruas contra cortes na Educação

Estudantes tomaram as ruas de Montreal, no Canadá, contra um pacote de cortes na educação imposto pelo governo da província de Quebeque. Os jovens organizaram a manifestação na praça Phillips próximo ao horário do almoço, nesta segunda-feira (23), e foram dispersados aproximadamente uma hora depois pela repressão policial.

Simultaneamente à manifestação diversas associações estudantis declararam greve contra o projeto de lei que corta gastos na educação. No total cerca de 60 mil estudantes aderiram à greve. “Desde o início do ano, o Partido Liberal fez reduções massivas em educação, em saúde e em meio ambiente. Então, é por isso que nós saímos às ruas, porque isso nos atinge diretamente. Queremos denunciar os cortes do governo”, disse Camille Godbout, uma das organizadoras da manifestação.

Camille, que também faz parte da diretoria da Associação por uma Solidariedade Sindical e Estudantil, indicou que os cortes devem chegar a R$ 635 milhões no próximos dois anos nas universidades da província.

Para o estudante de Urbanismo da Universidade de Montreal, Victor Silvestrin (24), “é preciso que a gente se mobilize porque, primeiramente, como estudante, a gente está vendo uma diminuição do dinheiro que vai para as universidades, para a educação. Em segundo lugar como cidadão, porque eu me preocupo em ver outros cidadãos terem menos vantagens sociais, menos acesso à educação e à saúde. E como futuro urbanista, porque, se a gente quer criar locais de vida interessantes, a gente não pode ter uma população dividida”.
O plano de ajuste do governo de Montreal também pretende demitir mais de mil servidores públicos, suprimindo estas vagas entre 2015 e 2016.

Em 2012 os estudantes organizaram uma greve que ficou conhecida como Primavera de Bordo (arvore símbolo do país), amplamente apoiada pela sociedade e sindicatos. Naquele ano milhares de pessoas foram as ruas em centenas de manifestações organizadas entre os meses de fevereiro e setembro.

A próxima manifestação contra o “ajuste” está marcada para o dia dois de abril.


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