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Hillary a Netaniahu: o anúncio de 1600 casas
em Jerusalém é insulto
A secretária
de Estado dos EUA, Hillary Clinton ligou para o primeiro-ministro israelense na
sexta, 12, para reprovar a afronta de Israel ao vice-presidente dos EUA, Joe
Biden. Quando, no início da semana passada, Biden esteve em Israel para propor a
israelenses e palestinos a retomada das negociações de paz, o governo de Israel
anunciou a construção de 1.600 casas para israelenses em território palestino
ocupado; mas precisamente na Jerusalém árabe (ocupada junto com a Cisjordânia e
a Faixa de Gaza em 1967).
Hillary
descreveu a atitude como um “insulto aos Estados Unidos” e que ela “danificou as
relações bilaterais”.
Segundo o
jornal israelense Haaretz, a conversa durou 43 minutos, durante os quais
Netaniahu só abriu a boca para dizer que não tinha conhecimento de que o anúncio
seria feito. Ao que Hillary replicou que ele, como primeiro-ministro, era o
responsável pelas ações de seu governo.
Logo após a
reprimen-da telefônica, Hillary deu uma entrevista na CNN reafirmando o repúdio.
“Quero dizer que foi realmente um momento muito infeliz e difícil para todos – o
nosso vice-presidente tinha viajado para reafirmar nosso forte apoio à segurança
de Israel – e eu lamento profundamente que isto tenha ocorrido e fiz com que
isso fosse sabido”.
Além de
Hillary, P.J. Crowley, portavoz do Departamento de Estado, declarou que “o
anúncio foi um sinal profundamente negativo da abordagem das relações bilaterais
e minou a confiança e segurança no processo de paz”.
Referindo-se
ao telefonema, Crowley acrescentou que “a secretária deixou claro que o governo
de Israel precisa demonstrar não apenas com palavaras mas através de ações
específicas que está comprometido com as relações com os EUA e com o processo de
paz”.
Na mesma sexta
o embaixador israelense nos EUA, Michael Oren, foi chamado para esclarecer a
questão com o subsecretário de Estado, James Steinberg.
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