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Palestinos se levantam em Jerusalém
contra a
construção de casas israelenses em seu território
Jovens
palestinos levantaram barricadas com caçambas de lixo e pneus em chamas
durante os protestos do dia 16, atendendo à convocação de partidos
palestinos, entre eles o Hamas e a Frente Popular de Libertação da
Palestina. Jerusalém foi invadida por milhares de policiais da ocupação.
Dezenas atiraram pedras contra os policiais que tentaram desmontar as
barricadas e atiravam gás lacrimogêneo, atiraram com balas de borracha e
granadas de efeito sonoro contra os manifestantes.
A convocação ocorreu depois que o governo de Israel anunciou a anexação de
sítios historicamente venerados por árabes e judeus localizados nos
territórios ocupados como “sítios históricos judaicos pertencentes a
Israel”.
Além disso houve o anúncio da construção de mais 1.600 casas na Jerusalém
árabe e foram divulgadas informações de planejamento de construção de mais
50.000. Religiosos ortodoxos judeus distribuíram panfletos em árabe, em
Jerusalém, instando “não judeus” a se retirarem pois segundo o panfleto
aquela terra “havia sido destinada por Deus aos judeus”.
Segundo os jornais locais cerca de 100 palestinos ficaram feridos. Dez em
estado mais grave foram hospitalizados. 45 foram presos.
O portavoz da polícia disse que foi usada o “mínimo de força”.
10 policiais israelenses ficaram feridos nos confrontos.
Em outra localidade de Jerusalém, um protesto pacífico em que centenas de
palestinos sentaram na rua, foi interrompido pela polícia a cavalo. Vários
manifestantes apresentaram marcas de pancadas com cacetetes pela polícia da
ocupação.
Milhares de palestinos se manifestaram também na Faixa de Gaza entoando:
“Nossa alma e nosso sangue, dedicamos a ti, Jerusalém”.
No dia 5, mais de dez mil manifestantes palestinos e israelenses marcharam
em Jerusalém árabe contra a destruição de 300 casas no bairro de Sheikh
Jarrah proclamando: “Vamos superar a ocupação” e ainda “Não roubarás! Não
roubarás!”.
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