Alexis Tsipras adverte Merkel que Grécia pode ter de sustar o pagamento aos credores

Em carta datada de 15 de março que enviou à primeira-ministra alemã, Ângela Merkel, e que o Financial Times reproduziu, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, advertiu que a Grécia poderá suspender o pagamento aos credores – primordialmente ao FMI - em poucos dias se for mantida a atual asfixia ao país. Nesta segunda-feira (23), Merkel recebeu em Berlim o primeiro-ministro grego, encontro em que, tapete vermelho e sorrisos à parte, não houve sinal de alívio no garrote vil.

“Dado que a Grécia não tem acesso aos mercados financeiros e devido aos picos do reembolso da dívida previstos para a Primavera e Verão, deve ficar claro que perante as restrições impostas, em particular, pelo Banco Central Europeu, combinadas com os adiamentos do reembolso [da última tranche que ficou pendente], tornará impossível a qualquer Governo garantir o serviço da dívida”, assinalou o primeiro-ministro grego.

O porta-voz do governo grego, Gabriel Sakellaridis, revelou que Tsipras enviou cartas de teor semelhante ao presidente francês, François Hollande, e ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. “A carta não diz nem mais nem menos do que dissemos na semana passada: que há pouca liquidez e que as iniciativas políticas devem ser tomadas”, acrescentou Sakellaridis.

Na carta, Tsipras alerta que o seu governo poderá ver-se confrontado com uma escolha difícil: pagar os empréstimos, nomeadamente ao FMI, ou manter os gastos sociais. Ele deixa claro qual será sua decisão em tal caso. Fazer tal pagamento “somente através de fontes de recursos internas, sem dúvida, levariam a uma aguda deterioração na já deprimida economia social grega – uma perspectiva que eu não toleraria”, reiterou. O pagamento em questão, segundo as agências de notícias, tem como data a primeira semana de abril.

Tsipras assinalou que “as equipes técnicas” do FMI e do BCE agem, em relação ao país, como se o que estivesse em vigor fosse o memorando da Troika rejeitado nas urnas e não o acordo de fevereiro entre o novo governo e o Eurogrupo. “É difícil de acreditar que nossos parceiros considerem que uma reforma bem sucedida possa ser implantada sob constrangimentos e pressões tão restritivos, incluindo o aperto financeiro a que meu governo está atualmente operando”.

“Com esta carta, estou alertando para que não se permita que um pequeno problema de liquidez, e uma certa inércia institucional, se tornem num grande problema para a Grécia e para a Europa”, assinalou o primeiro-ministro grego. Atitudes do BCE cortando a liquidez, e declarações de líderes do Eurogrupo – como a sobre os “controles de capitais” - têm acarretado uma corrida aos bancos na Grécia, tornando a situação ainda mais explosiva.
 

 

Capa
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