25 policiais assassinados em massacre no Egito

“Esta chacina prova que os assassinos não pertencem ao país e tentam destruir nossas instituições” afirma a Associação Nacional pela Mudança, que atuou na luta pelo fim da ditadura Mubarak

A chacina perpetrada no amanhecer do dia 19 tirou a vida de 25 policiais que viajavam rumo ao trabalho, ainda com trajes civis e desarmados em dois veículos, na fronteira do deserto de Sinai com a Faixa de Gaza, na localidade de Abu Taweila.

Segundo a versão mais recente, os veículos foram parados e os policiais retirados a ponta de fuzil e executados. Foram encontrados mortos com as mãos atadas às cosas e alinhados na beira da estrada em meio a poças de sangue. Uma matança covarde com a marca dos terroristas que já deixaram seu rastro de sangue na Síria e agora atiram do meio das manifestações de multidões, incendeiam igrejas e atacam delegacias e prédios públicos por todo o país.

O nasserista, Hamdeen Sabahi, líder do Partido Corrente Popular, declarou que "esta é mais uma agressão a todo o Estado e toda a Nação" e acrescentou que "a luta contra o terrorismo está em andamento e será vitoriosa".

As condenações ao massacre também vieram das duas frentes políticas que atuaram para derrubar a ditadura de Mubarak.

A Associação Nacional pela Mudança conclamou todos os egípcios a participarem de um funeral popular para as vítimas a ocorrer na sexta, na Praça Tahrir. "O massacre é a prova de estes assassinos não pertencem ao país mas, implementam um plano de destruição do Estado egípcio e suas instituições".

A Frente de Salvação Nacional que participa do atual governo interino e é integrada pelos nasseristas condenou a Irmandade Islâmica pelo derramamento de sangue no país e destacou que "o que ocorre é uma tentativa insana de derrubar o Estado".

O governo deteve 255 integrantes da IM para averiguações sob suspeição de participação no crime.

Houve, também na segunda, uma rebelião na prisão de Abu Zabal. Um ataque externo tentava liberar 612 detidos integrantes da IM e que haviam participado dos fatídicos eventos dos últimos dias e estavam sendo investigados. Os detentos se rebelaram e tomaram um membro da administração da prisão como refém. Policiais atiraram gás lacrimogêneo para dentro da prisão e 36 detentos morreram. O jornal egípcio Al Ahram informa que os policiais que participaram da ação foram detidos para investigação sobre uso excessivo da força.

O gabinete ministerial declarou que em ambos os casos "a única saída para a atual crise e o caos que se tenta instalar no Egito é a aplicação da lei de forma idêntica para todos".

O número de mortes desde a refrega de quarta, dia 14, segundo o Ministério da Saúde chega a 800, incluindo civis, policiais e militares.

O presidente Mohamed Mursi foi afastado, no dia 3 de julho, após manifestações de dezenas de milhões por todo o país contra o seu golpe através do qual queria submeter os egípcios a uma teocracia sob as ordens da Irmandade Islâmica. Desde o seu afastamento, os atentados e agressões já tiraram a vida de mais de 130 membros das forças de segurança egípcias.

As igrejas Copta, Episcopal, Evangélica, Católica e Ortodoxa Grega expediram comunicado conjunto estendendo suas condolências "às vítimas que sacrificaram a vida pelo país". O sheikh Ahmed Tayeb da mesquita Al Azhar também condenou o massacre e declarou seus sentimentos de pêsames aos familiares dos policiais mortos.


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