Colombianos em greve exigem investimento em saúde e educação

Milhares de trabalhadores de várias categorias do setor agrário da Colômbia começaram, na segunda, uma greve nacional por tempo indeterminado.

Rechaçando a política econômica do governo do presidente Juan Manuel Santos, saíram às ruas para protestar de maneira pacífica exigindo, entre outras coisas, a implementação de medidas e ações frente à crise da produção agropecuária e investimento do Estado em educação, saúde moradia, serviços públicos e estradas.

Somaram-se à greve os cafeicultores de dez dos 32 departamentos (estados) da Colômbia, arrozeiros, plantadores de cacau, caminhoneiros e mineiros, entre outros.

A Coordenação Nacional de Organizações Agrárias e Populares da Colômbia afirmou que o atual governo "tem aplicado políticas anti-operárias e anti-populares, que cortam e limitam direitos, privatizam instituições e entregam nossos recursos naturais às transnacionais".

Essa política, acrescenta, "promove a estrangeirização da terra, acaba com a produção nacional através dos tratados de livre comércio, encarece os preços da cesta familiar, eleva os preços dos combustíveis, aprofundando assim a atual crise econômica que eles mesmos não reconhecem".

Santos ordenou a repressão contra as manifestações e, na noite de segunda-feira, mais de 30 trabalhadores tinham sido presos. Antes disso, disse que "não vamos sentar para negociar nada no meio de uma greve".

No meio das tensões e advertências do governo de levar a julgamento aqueles que tentarem perturbar a ordem pública, o movimento político e social Marcha Patriótica alertou: "A Marcha Patriótica responsabiliza o presidente Santos; o ministro do Interior Fernando Carrillo; e o diretor geral da Polícia, Rodolfo Palomino, pelas violações aos direitos humanos executadas por integrantes das forças regulares do Estado que se apresentarem contra os manifestantes", afirma o texto.


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