Egípcios lançam movimento contra ingerência dos EUA

O Movimento Tamarrod (rebelde, em árabe) - o mesmo que recolheu dezenas de milhões de assinaturas (com apoio de estudantes, sindicatos e sucursais da ordem dos advogados egípcios) e participou das gigantescas manifestações que varreram o país com milhões pedindo o afastamento de Mohamed Mursi - lançou, no dia 18, uma campanha nacional denominada "Reviver a Soberania Nacional".

O Movimento Tamarrod acusa o governo norte-americano de "intervenção inaceitável nos assuntos internos egípcios e apoio aos grupos terroristas que afligem a vida nacional".

No manifesto o movimento insta o governo a "recusar a ‘ajuda’ norte-americana". Os EUA têm tirado proveito do conflito árabe israelense para – em troca de armamentos no valor de US$ 1,3 bilhões anuais – procurar submeter as Forças Armadas do Egito aos interesses norte-americanos no Oriente Médio.

O movimento também pede o imediato cancelamento dos acordos de Camp David (acordo entre Egito e Israel) pelo qual Israel se retirou do Sinai ocupado desde a guerra de 1967 mas o exército egípcio aceita não instalar suas tropas naquele território nacional além de fornecer gás e petróleo do Sinai com prioridade a Israel.

A assinatura do chamado Acordo de Camp David, sob o patrocínio dos EUA foi um golpe contra o povo palestino, pois até aquele momento, todos os países árabes se negavam a reconhecer o Estado de Israel enquanto mantivesse a ocupação dos territórios palestinos. Anuar Sadat, que assinou o tratado, foi morto durante a parada militar comemorativa da Independência logo após a assinatura.

"A soberania nacional foi quebrada por muitos anos e chegou a hora de restaurá-la" diz a petição que começa a receber assinaturas dos egípcios.


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