Equador: Chevron terá a resposta que merece

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, afirmou esta segunda-feira (19) que os atentados de difamação realizados pela Chevron contra o Equador objetivam anular a sentença de US$19 bilhões, proferida pela alta corte do país, e se baseiam em "perigosas mentiras" para as quais "responderão a altura". Em referência ao caso, o presidente Rafael Correa afirmou que ensinará "a estes tipos que o Equador é um país pequeno porem com dignidade, e que sabem defender o país diante dos ataques promovidos em escala mundial".

Para Patiño, a Chevron "sem fundamento algum dedica esforços, tempo e milhões de dólares para desprestigiar o governo do Equador". A multinacional norte-americana do petróleo acusou o governo de influenciar o julgamento que a condenou, recorrendo ao Tribunal de Arbitragem de Haia, buscando a suspensão da sentença proferida no país, e exigiu ser indenizada em mais de US$ 400 milhões, o que o chanceler qualificou como um total desrespeito ao país.

"Vamos denunciar na América Latina o que a Chevron tem feito em nosso país para escapar de suas responsabilidades, com essa campanha criminosa que estão travando contra o Equador", afirmou Correa, que também denunciou os gastos milionários da empresa com um exercito de centenas de advogados para desacreditar o país. Patino anunciou que denunciará o "absurdo jurídico" perpetrado pela Chevron na Unasul, no próximo dia 30 de agosto.

A empresa também se esquiva de suas responsabilidades afirmando que os danos ambientais na região amazônica são de responsabilidade da estatal Petroecuador. A empresa Chevron atuou nas províncias amazônicas de Sucumbíos e Orellana entre os anos de 1964 e 1990, através da empresa Texaco. Os processos contra a Chevron já duram cerca de 20 anos, e a condenação da multinacional foi realizada em janeiro de 2011.

Durante o XIX Encontro do Foro de São Paulo, as deputadas Gabriela Rivadaneira e Maria Augusta Calle, qualificaram as ações da Chevron em seu país como o maior desastre petroleiro do mundo, uma poluição "consciente e intencional".

Por sua vez, o tribunal de arbitragem atendeu o interesse das transnacionais e do império, considerou ilegítima a sentença e ainda condenou o país a pagar multa de US$100 milhões.


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